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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

segunda-feira, maio 16, 2005

12:47 da manhã - CANCIONEIRO DE SILVES - II


UM ROSTO DE SÍLABAS BRANCAS
(ODE A SILVES)



Num rosto de sílabas brancas te escrevo,
templo de luz, útero de estrelas,
chama do deserto ardente,
semente de douradas neblinas.
De fábulas e perfume é o teu nome,
relógio onde a claridade pára e se incendeia.
cristal que arde, na lonjura do tempo.

Na tua água, deslizam palácios mouros,
qasîdas brilhantes.
Junto aos poços de ouro profundo,
repousam as garças.

Ver-te, uma vez só, é aspirar à glória de ‘Itimad,
ser nuvem, sol, nívea cintura,
centáurea azul, água e murmúrio,
ressonância de frutos, aves,
rumor deleitoso,
nascente da algas, citrinos,

no corpo das raparigas morenas.

FLAUTA DE SILVES

Nos hortos de jasmim e hortelã,
os silfos, as sílfides, as flautas de Pã,
recriando a sua mitologia clara,
moldando a flor cristalina, a herança taifa,
na cal perfurada de raízes brancas.


JARDIM DE SILVES

Princesas submersas, em jardins de outrora,
envoltas em candelabros luminosos,
níveos perfumes,
tangem alaúdes, harpas, laranjais de mistério,
nas sílabas embriagadas dos jardins da aurora.




A ÁGUA, A FLOR E O LUME


A água, a flor e o lume, as variações do hipocampo,
a Estela Guedes falando de Herberto Helder.
Estávamos em Silves, a noite era fria, o vento lúcido,
ao longe, um incêndio.
A água era a ânsia, a flor, onde os meteoros passavam
e se acolhiam.
Entre o hipocampo e a amígdala, a serotonina
um hibisco secreto.
Sobre montanhas claras hialinas, as libélulas
circulavam.
Nas oscilações da lua endógena, o céu floria,
nas grandes árvores do cérebro.

Nas metáforas da água, o céu era uma estrela
que cantava a luz, o seu odor.
A noite era um violino, onde os leões bebiam
a sua sede.
Ao longe, o deserto brilhava, entre âmbar, rolas.
No corpo, as neblinas transformavam-se,
em canteiros verdes.

Num rasto de sândalo e perfumes, lavava os meus olhos.
Nos limões repletos, o sonho dilatava-se,
amígdala cerebral era uma floresta de musgo,
um pedúnculo dourado.
Estávamos em Silves.
Ente artefactos de cortiça e cancioneiros de lume,
a seda estendia-se, a lua flutuava e o silêncio fluía,

nas suas membranas cor de pérola.


Lisboa, 14 de Maio de 2005
Maria do Sameiro Barroso


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