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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

quarta-feira, maio 18, 2005

2:49 da tarde - Credo Poético

Espanha[1864-1936]
****
Pensa o sentimento, sente o pensamento;
que teus cantos façam ninho sobre a terra,
e quando, em voo, um dia ao céu se ergam
nas nuvens não se percam.
*
Precisam de sentir peso nas asas,
pois a coluna de fumo se dispersa;
algo que não é música é a poesia;
só fica a que se pensa.
*
O pensado, não o duvides, é o sentido.
Sentimento puro? Quem nele creia
da fonte do sentir nunca atingiu
a veia mais secreta.
*
Não cuides em excesso da roupagem,
não de alfaiate, é de escultor tua tarefa,
não te esqueças que nunca mais formosa
que nua está a ideia.
*
Não o que a alma encarna em carne, lembra-te,
não o que forma dá à ideia, é o poeta,
mas o que encontra a alma sobre a carne,
sob a forma encontra a ideia.
*
É o detrito das fórmulas que faz
que nos vele a verdade, rude, a ciência;
despe-a com tuas mãos e os teus olhos
terão sua beleza.
*
Busca as linhas de um nu, que embora trates
de envolver-nos no vago de uma névoa,
mesmo a névoa tem linhas e esculpe-se;
abre os olhos, não as percas.
*
Que os teus cantos sejam cantos esculpidos,
âncora na terra enquanto eles se elevam,
a linguagem é sobretudo pensamento,
pensada é sua beleza.
*
Em verdades do espírito prendamos
as entranhas das formas passageiras,
que a Ideia reine em tudo, soberana:
esculpamos, pois, a névoa.
*
Miguel de Unamuno
*
in Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea
selecção e trad. José Bento
edição Assírio e alvim


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