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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

sábado, maio 14, 2005

7:02 da tarde - Ibn'Ammar





Saudade...


como falar de ti, Silves,
sem que uma lágrima me caia
como a do enamorado enternecido,
ou de ti, Sevilha,
sem um suspiro de ansiedade?

sois terras vestidas, pela chuva fina,
com a túnica da mocidade,
a mocidade que se desvaneceu
quando me furtou meus amuletos

assaltou-me a memória dos amores ardentes
como se me consumisse um lume violento
no mais profundo deste meu coração.

oh noites minhas de antigamente!
que me importavam censuras dos críticos!
nada me desviava do amor mais louco.

a insónia vem-me de uns olhos lânguidos
e sofro por uma silhueta de esbelto talhe.

lembras-te daquela noite, junto do açude
lá nos meandros do rio deslizando qual serpente?

vizinho era um jardim generoso
que enviava prendas pelas mãos da brisa.

eram perfumes que devolvíamos
mais fragrantes ainda e mais doces.

e eles iam e vinham, rodando,
como invejosos que entre nós circulassem.

o sol, aí, aspergira-nos de estrelas.
a quem se mostrará agora nesta noite escura?

a outra noite, essa, era nossa
sem a presença de caluniadores.
de tal modo, que nos sentíamos no mais secreto
interior de um ser discreto.


(Ibn 'Ammar, O drama de um poeta )


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