<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d12697588\x26blogName\x3dPalavrArdente\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://palavrardente.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://palavrardente.blogspot.com/\x26vt\x3d9091287933922860388', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
PalavrArdente

SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

segunda-feira, maio 23, 2005

5:19 da tarde - (poema sem título)


foto de Misha Gordin


Que são para nós, meu coração, leitos de sangue
E de brasa, mil homicídios, e os longos gritos
De raiva, soluços de inferno arrasando
Toda a ordem; e o Aquilão sobre os destroços;

E toda a vingança? Nada!... Agora mais
A queremos! Senados, príncípes, industriais:

Pereçam! Poder, justiça, história: a baixo!
É nosso. O sangue! o sangue! a chama d'ouro!

Todo para a guerra, a vingança, os terrores,
O meu espírito! Viremos na calúnia: Passem,
Repúblicas deste mundo! Imperadores,
Regimentos, colonos, povos, basta!

Quem revolveria a fúria revolta de fogo,
A não ser nós, e aqueles que cremos irmãos?
A nós será de agrado, romanescos amigos:

Nunca trabalharemos, oh vagas de fogo!

Desapareçam, Europa, Ásia, América,
Pela nossa marcha vingadora ocupados,
Cidades, campos!- Seremos esmagados!
Explodirão vulcões! O Oceano atingido...

Oh, meus amigos! - Meu coração, irmãos decerto:

Negros desconhecidos, se fossêmos! Vamos!
Oh desgraça! sinto um tremor, a velha terra,
Em mim cada vez mais vossa! a terra funde.

Não é nada; cá estou; cá estou ainda!



ARTHUR RIMBAUD*
(1854 - 1891)

(em " Rimbaud" de Yves Bonnefoy
trad. Filipe Jarro
edições cotovia, 2004)

*Rimbaud morreu em Marselha, em França, aos 37 anos. Nasceu na pequena cidade de Charleville, ao norte de Paris, em 20 de outubro de 1854.


Enviar um comentário

© PalavrArdente 2005 - Powered for Blogger by Blogger Templates



Free Hit Counter