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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

terça-feira, maio 17, 2005

11:41 da manhã - Pranto por Ignacio Sánchez Mejías

I
A COLHIDA E A MORTE
Às cinco da tarde.
Eram as cinco em ponto da tarde.
Um menino trouxe o lençol branco
às cinco da tarde.
Uma ceira de cal já preparada
às cinco da tarde.
Tudo o mais era morte, apenas morte
às cinco da tarde.
O vento levou os algodões
às cinco horas da tarde,
e o óxido semeou cristal e níquel
às cinco horas da tarde.
Já lutam a pomba e o leopardo
às cinco horas da tarde,
e uma coxa com uma haste desolada
às cinco horas da tarde.
Começaram os acordes de bordão
às cinco horas da tarde.
Os sinos de arsénio e o fumo
às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio
às cinco horas da tarde,
e o touro sozinho coração acima!
às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando
às cinco horas da tarde,
quando a praça se cobriu de iodo
às cinco horas da tarde,
a morte pôs ovos na ferida
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Às cinco horas em ponto da tarde.
[...]
Federico Garcia Lorca
Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea
( tradução de José Bento )


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