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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

domingo, maio 15, 2005

9:42 da tarde - Silves, Capital da Palavra Ardente, dois dias depois.






Al Mu’tamid traçara-lhe o destino, a rota do Sul,
as cores fortes, a fronte clara, a herança mourisca.
Dois dias depois, uma a uma, guardo todas as suas pétalas,
os seus ramos altos, as suas reminiscências odorosas.
Silves, pátria de luz e poesia,
Nos seus rios, correm lendas antigas, desdobradas
em murmúrios ávidos, incendiados junto às laranjeiras
abertas, em suas copas de magia.

Silves. Dois dias depois, recordo a sua igreja, o seu castelo,
a sua terra vermelha,
o Foral que lhe concedeu a liberdade.
Silves, pátria de céu e aroma.
Silves. Porque a palavra arde e o silêncio urge.
Do seu clamor exuberante, recolhi os seus versos,
a sua atmosfera túmida, a harmoniosa centelha.

Dois dias depois, sobre candelabros flutuantes,
recordo as suas gentes, a sua candura, as suas fontes,
nos dias floridos, inebriados,
junto às suas bandeiras de lume e os beirais,
onde os pássaros debicam, no hálito fresco da noite,

seu corpo azul de alegria.


Sesimbra, 26 de Abril de 2005-04-30

Maria do Sameiro Barroso








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