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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

sexta-feira, junho 10, 2005

1:35 da tarde -





Alvará Régio da Edição de 1572*

Eu el Rey faço saber aos que este Aluara virem que eu ey por bem & me praz dar licença a Luis de Camões pera que possa fazer imprimir nesta cidade de Lisboa, hüa obra em Octava rima chamada Os Lusiadas, que contem dez cantos perfeitos, na qual por ordem poética em versos de declarão os principais feitos dos Portugueses nas partes da India depois que se descobrio a nauegação pera ellas por mãdado del Rey dom Manoel meu visauo que sancta gloria aja, & isto com privilegio pera que em tempo de dez anos que se começarão do dia que se a dita obra acabar de emprimir, em diãte, se não possa imprimir në vender em meus reinos & senhorios nem trazer a elles de fora, nem leuar aas ditas partes da India pera se vender sem licënça do dito Luis de Camões ou da pessoa que pera isso seu poder tiuer sob de quë o contrario fizer pagar cinquoenta cruzados & perder os volumes que imprimir, ou vender, a metade para o dito Luis de Camões, & a outra metade para quem os acusar. E antes de se a dita obra vender lhe sera posto o preço na mesa do despacho dos meus Desembargadores do paço, o qual se declarará & porá impresso na primeira folha dita obra pera ser a todos notorio, & antes de se imprimir sera vista examinada na mesa do conselho geral do santo offício da Inquisição pera cõ sua licença se auer de imprimir, & se o dito Luis de Camões tiuer acrecentados mais algüs Cantos, tambem se imprimirão auendo pera isso licença do santo offício, como acima he dito. E este meu se imprimirá outrosi no principio de dita obra, o qual ey por bem que valha e tenha força & vigor, como se fosse carta feita em meu nome, por mim assinada & passada por minha Chancelaria em embargo do ordenação do segundo liuro, tit.XX, que diz que as cousas cujo effeito ouuer de durar mais que hum ano passem per cartas, & passando por aluaras não valhão. Gaspar de Seixas o fiz em Lisboa, a XXIII de Setembro de MDLXXI. Iorge da Costa o fiz escrever .*

....



No mar tanta tormenta e tanto dano,
tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?


[Canto I, 106]

Luiz Vaz de Camões

edição círculo de leitores


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