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segunda-feira, junho 13, 2005

4:05 da tarde - Apelo/Miguel Torga. Elegia de Coimbra/Carlos de Oliveira. Coimbra/António Manuel Pires Cabral


Cancioneiro de Coimbra.
Eugénio de Andrade Posted by Hello
Com a tarde a cair cheia de cor,
-Folhas de Outono no Choupal deserto -
Olha-te de outra maneira o meu amor,
E o teu coração pulsa mais perto...
Como que pede vida nesta hora
Uma força que em nós nos era alheia...
Uma onda que vem pelo mar fora
À procura de paz na sua areia...
Nada que seja a flor duma impureza;
É qualquer coisa de mais belo e fundo:
- Sugestão do adeus da natureza
A pedir fé no mundo.
*
A cidade lembra os defuntos,
à sorte e à noite que a tolheu,
enterrada numa urna de choupos
sob a lousa do céu.
Gela a lua de março nos telhados
e à luz adormecida
choram as casas e os homens
nas colinas da vida.
Correm as lágrimas ao rio,
a esse vale das dores passadas,
mas choram as paredes e as almas
outras dores que não foram perdoadas.

Aos que virão depois de mim
caiba em sorte outra herança:
o ouro depositado
nas margens da lembrança
*
A cidade, nós sabemos,
atinge muitas vezes limites penosos,
pontos de fusão, paralisias,
o desequilíbrio formal, as
tantas formas de submersão.
Muito drástico o dia,
(o)fendido, moribundo.
Há réstias? Há um filtro,
um influxo sensato de jovens
sentimentos: pelos quais
nos sentamos decididos sobre as bermas;
pelos quais antecipamos, evitando
a coronha com fugas maquinais.
Ginástica. É verão, eu vo-lo juro.
Antologia da Poesia Moderna , in Cancioneirinho de Coimbra,
de Eugénio de Andrade


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