<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d12697588\x26blogName\x3dPalavrArdente\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://palavrardente.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://palavrardente.blogspot.com/\x26vt\x3d9091287933922860388', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
PalavrArdente

SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

terça-feira, junho 21, 2005

7:25 da tarde -





ARTE POÉTICA


(a Charles Morice)



Antes de qualquer coisa, música

e, para isso, prefere o Ímpar
mais vago e mais solúvel no ar,
sem nada que pese ou que pouse.
E preciso também que não vás nunca
escolher tuas palavras em ambiguidade:
nada mais caro que a canção cinzenta
onde o Indeciso se junta ao Preciso.
São belos olhos atrás dos véus,
é o grande dia trémulo de meio-dia,
é, através do céu morno de outono,
o azul desordenado das claras estrelas!
Porque nós ainda queremos o Matiz,
nada de Cor, nada a não ser o matiz!
Oh! O matiz único que liga
o sonho ao sonho e a flauta à trompa.
Foge para longe da Piada assassina,
do Espírito cruel e do Riso impuro
que fazem chorar os olhos do Azul
e todo esse alho de baixa cozinha!
Toma a eloquência e torce-lhe o pescoço!
Tu farás bem, já que começaste,
em tornar a rima um pouco razoável.
Se não a vigiarmos, até onde ela irá?
Oh! Quem dirá os malefícios da Rima?
Que criança surda ou que negro louco
nos forjou esta jóia barata
que soa oca e falsa sob a lima?
Ainda e sempre, música!
Que teu verso seja um bom acontecimento
esparso no vento crispado da manhã
que vai florindo a hortelã e o timo...
E tudo o mais é só literatura.



Paul Verlaine*

(tradução de Carlindo Lellis)

*poeta francês, (França, 1884-1896) de vida considerada atribulada e escandalosa, cujapoesia reflecte a contradição entre uma conduta deplorável e um ideal quase primitivo de pureza e misticismo.Verlaine nasceu em Metz e fez seus estudos secundários em Paris, entrando depois, como funcionário,para a Prefeitura. Já nessa época, frequentava a boémia dos cafés parisienses, sendo um funcionário relapso e pouco assíduo. É então que descobre a poesia. Poèmes Saturniens ("Poemas Saturninos, 1866) é sua primeira coletânea publicada. Verlaine professa de início a impassibilidade parnasiana, mas já seuinstinto poético o conduz a dar maior agilidade ao alexandrino, a utilizar os ritmos ímpares a sugerir vagosestados por estrofes vaporosas. Poucas obras na história da poesia francesa são mais sinceras e comoventes.


Enviar um comentário

© PalavrArdente 2005 - Powered for Blogger by Blogger Templates



Free Hit Counter