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quinta-feira, junho 09, 2005

12:18 da tarde - Desquite


Mário de Sá-Carneiro Posted by Hello
Dispam-me o Ouro e o Luar,
Rasguem as minhas togas de astros -
Quebrem os ónix e alabastros
Do meu não querer igualar.
Que faço só na grande Praça
Que o meu orgulho rodeou -
Estátua, ascensão do que não sou,
Perfil prolixo de que ameaça?...
...E o sol... ah, o sol do acaso,
Perturbação de fosco e Império -
A solidão dum ermitério
Na impaciência dum atraso...
O cavaleiro que partiu,
E não voltou nem deu notícias -
Tão belas foram as primícias,
Depois só luto o anel cingiu...
A grande festa anunciada
As galas e elmos principescos,
Apenas foi executada
A guinchos e esgares simiescos...
Ânsia de Rosa e braços nús,
Findou de enleios ou de enjoos...
- Que desbaratos os meus voos;
Ai, que espantalho a minha cruz...
Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa em 19 de Maio de 1890, e, morreu em Paris a 26 de Abril de 1916. De infância e adolescência difíceis, marcadas pela angústia e a solidão, em 1912, partiu para Paris, onde pretendeu estudar Direito. Frequentando o curso irregularmente, jamais chegou a formar-se. Às dificuldades emocionais somaram-se as financeiras. O único amigo que tinha era Fernando Pessoa que, em Lisboa, e, em 1913, o introduziu entre os modernistas da revista Orfeu. Na correspondêencia trocada com Pessoa, nota-se o ritmo crescente dos seus problemas, o seu desespero, até ao suicídio no hotel, em Nice.
Personalidade dissociada, corroída pela neurose, agitando-se numa acuidade sensorial levada ao paradoxo, Sá-Carneiro encarna, como ninguém, as frustrações e os pesadelos do seu país, dividido entre a nostalgia da glória, do luxo, do cristal e ouro do passado, e a atracção pela modernidade e pelas luzes da renovação europeias. Tudo nele é angústia pessoal e filtração de angústias colectivas. Nesse sentido, quando mais narcisista se debruça sobre si mesmo, dilacerado entre o fascínio e a repugnância, mais ainda - e sem que jamais o saiba - traduz os factos de Portugal.
Publicou os seguintes livros "Amizade" ( com Tomaz Cabreira Júnior ), 1912; "Dispersão", 1914; "A Confissão de Lúcio", 1914; "Céu em Fogo", 1915.
Deixou inéditos "Índícios de Ouro", poemas; e o primeiro capítulo de uma novela intitulada "Mundo Interior".
Mário de Sá-Carneiro deixou a Fernando Pessoa a indicação de publicar a sua obra, onde, quando e como lhe parecesse melhor.


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