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terça-feira, junho 14, 2005

4:20 da tarde - Eugénio de Andrade - O Amigo Mais Íntimo do Sol


Eugénio de Andrade Posted by Hello
Mais até do que o corpo, é o rosto do poeta quem serve de cicerone nesta recolha iconográfica de uma vida íntima de sol. O rosto de Eugénio de Andrade ( 1923-2005 ) surge recortado contra as paisagens do seu percurso: as da natureza como as das circunstâncias, com destaque para as viagens. O rosto encontra-se em lugares como o Fundão, Castelo Branco, Lisboa, Coimbra, Alentejo e, sobretudo, no Porto. Poucas as fotos da infância e quase nenhumas as da família. O olhar está consciente da máquina, desafiando-a a encontrar intimidades para além da pose. A partir de certa altura, riscam-se no mapa percursos mais longos, da Grécia à China, de Marrocos a Itália, do México aos EUA. Aqui se cumpre o ritual de apanhar o viajante com a coisa viajada. O rosto tem por vezes a companhia de outros rostos, quase sempre poetas ( Sena, Sophia, Pascoaes ), trocando sorrisos, até que, avançadas as datas, surgem outras faces em circunspectas homenagens. O ritmo solto das imagens vai sendo marcado por um manuscrito, um texto, um poema, que ora tentam aceder aos mistérios da criação, ou afirmam acontecimentos ( o nascimento do afilhado, por exemplo ) e lugares: "O Porto é uma certa maneira de me refugiar na tarde, forrar-me de silêncio e procurar trazer à tona algumas palavras, sem outro fito que não seja o de opor ao corpo espesso destes muros a insurreição do olhar". Ou justificam asa invocações: a natureza, a música, a pintura, a Grécia. Também nos são dados os rostos dos livros. E não é apenas a luz a desenhar o rosto do poeta, tantos os artistas que o tocaram com traço, cor e matéria: Pomar, Resende, Mário Botas, Emerenciano, Álvaro Siza ou Fernando Lanhas, entre muitos outros. Mais rostos nos vêm fitar, são ainda de poetas. "Os grandes encontros são sempre encontros de juventude: Pessanha, Pessoa, Rimbaud, Lorca, Rilke, Whitman". Não há mais enquadramento do que os "principais elementos biográficos" no final e as apresentações de Luís Miguel Nava e Ángel Crespo, em tom de ensaio. Qualquer leitura, para atém da fruição simples das imagens, é grandemente prejudicada pela discutível opção de colocar o conjunto das legendas na parte final...
José da Cruz Santos, "Fotobiografias", in Ler/56


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