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quinta-feira, junho 16, 2005

2:51 da tarde - O Visionário ou som e cor, III


Caricatura de Gomes Leal em " Projecto Vercial"



o vermelho deve ser como
o som de uma trombeta...
um cego


Alucina-me a Cor!- A Rosa é como a Lira,
A lira pelo tempo há muito engrinaldada,
E já é velha a união sagrada,
Entre a cor que nos prende e a nota que suspira.

Se, a terra, às vezes, brota a flor que não inspira,
A teatral camélia, a branca enfastiada,
Muitas vezes, no ar, perpassa a nota alada
Como a perdida cor dalguma flor que expira...

Há planta ideais dum cântico divino,
Irmãs do oboé, gémeas do violino,
Há gemidos no azul, gritos no carmesim...

A magnólia é uma harpa etérea e perfumada,
E o cacto, a larga flor, vermelha, ensaguentada,
- Tem notas marciais, soa como um clarim.

Gomes Leal*


in " Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa"
de Eugénio de Andrade
edição campos das letras



*António Duarte Gomes Leal (1848-1921) nasceu em Lisboa, filho ilegítimo de um funcionário do Estado. Frequentou o Curso Superior de Letras, não chegando a terminá-lo. Ao ler as obras de Marx, Darwin, Renan e Proudhon, entusiasma-se com o socialismo, aproximando-se ideologicamente de Antero de Quental e Oliveira Martins. Poeta e jornalista, caiu na miséria nos últimos anos da sua vida, sobrevivendo da caridade alheia. Escreveu: O Tributo de Sangue (1873), A Canalha (1873), Claridades do Sul (1875), A Fome de Camões (1880), A Traição (1881), O Renegado (1881), História de Jesus (1883), O Anti-Cristo (1886), Fim de Um Mundo (1900), A Mulher de Luto (1902), A Senhora da Melancolia (1910).


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