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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

quarta-feira, junho 01, 2005

11:21 da tarde - Poesia Matemática

Às folhas tantas
Do livro matemático
Um quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma incógnita
Olhou-se com um olhar inumerável
E viu, do ápice à base
Uma figura impar
Olhos ombóides, boca trapezóide
Corpo octogonal, seios esferóides
Fez da sua
Uma vida
Paralela a dela
Até se encontraram
No infinito
"Quem és tu?", indagou ele
Com ânsia radical
"Sou a soma dos quadrados dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa"
E de falarem descobriram quem eram
_O que, em aritmética, corresponde
a almas irmãs_
Primos entre si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz
Numa seta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas senoidais.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam as convenções newtonianas e pitagóricas.
E, em fim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Uma perpendicular
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
Sonhando com a felicidade
Integral
E diferencial
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Freqüentador dos círculos concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma grandeza absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum,
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava um todo
Uma unidade. Era um triângulo
tanto chamado amorosa
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como, aliás, em qualquer
Sociedade...
Millôr Fernandes


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