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PalavrArdente

SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

sábado, junho 18, 2005

11:03 da manhã -




"À primeira vista, parece mais fácil de fazer do que o regular. Mas é engano. Basta dizer que no verso livre o poeta tem de criar o seu ritmo sem auxílio de fora. É como o sujeito que solto no recesso da floresta deva achar o seu caminho sem bússola, sem vozes que de longe o orientem, sem os grãozinhos de feijão da história de João e Maria. Sem dúvida, não custa nada escrever um trecho de prosa e depois distribuí-lo em linhas irregulares, obedecendo tão-somente às pausas do pensamento. Mas isto nunca foi um verso livre. O modernismo teve isto de catastrófico: trazendo para a nossa língua o verso livre, deu a todo mundo a ilusão de que uma série de linhas desiguais é poema".


Manuel Bandeira (1886/1968)


Blogger nina rizzi said...

Há um poema dele o "Evocação do Recife", um dos meus preferidos em que diz:

"[...]As notícias, não vinbham pelos jornais, nem pelos livros
Vinham da boca do povo, da lingua errada do povo
Língua certa do povo!
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil,
Ao passo que nós o que fazemos é macaquear a sintaxe lusíada [...]"

acho-o bárbaro, dos meus preferidos (a poesia e o poeta), é como se diz: no verso livre autêntico, o verso deve estar de tal forma esquecido, que o alexandrino mais ortodoxo funcione dentro dele sem a virtude do verso medido. ulálá...

adorei o blog. parabéns ;)  


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