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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

sábado, junho 11, 2005

1:25 da tarde - Quando Eu Morrer

Quando eu morrer
eu quero que o N'Gola Ritmos
vá tocar no meu enterro.
Como Sidney Bechet
como Amstrong
eu gostarei de saber
que vocês
tocaram no meu enterro
Lá no céu também há "angelitos negros"
e eu gostarei de saber
que vocês
me tocaram no enterro.
Se não puder ser
deixem lá
tocarão noutro lado qualquer
com lágrimas nos olhos
como naquela noite
em casa do Araújo
lembrarão o companheiro
das noites de Luanda
das noites de boémia
das tardes de moamba.
Ah! Quando eu morrer
já sabem
quero que o meu caixão
vá no maximbombo da linha do Cemitério
quero que toquem
a Cidralha
ou convidem a Marcha dos Invejados.
É assim que eu quero ir
acompanhado da vossa alegria
bebedeiras seguindo o enterro
as velhas carpideiras de panos escuros
quero um kombarritokué dos antigos
que vai ser muito falado.
Não convidem mulatas
que sempre estragam tudo
Se vierem
não lhes vou rejeitar.
Cantem apenas
alguns dos meus poemas
até enrouquecer.
Ah! Quando eu morrer
eu quero o N'Gola Ritmos
tocando no meu enterro.
Ernesto Lara Filho, Angola, 1932-1997


Anonymous mariagomes said...

e faltam aqui umas variações de sipho gumede, sim senhora!  


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