<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d12697588\x26blogName\x3dPalavrArdente\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://palavrardente.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://palavrardente.blogspot.com/\x26vt\x3d9091287933922860388', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
PalavrArdente

SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

domingo, junho 12, 2005

2:15 da tarde - Sylvia Plath




(...)

Terceira voz:
Ela é uma pequena ilha adormecida e pacífica.
E eu um navio branco clamando: Adeus, Adeus.
O dia está em brasa. É deplorável.
As flores neste quarto são vermelhas e tropicais.
Viveram toda a sua vida protegida pelo vidro, foram
ternamente cuidadas.
Enfrentam agora um inverno de brancos lençóis, faces
brancas.
Tenho muito pouco para meter na minha mala.

Aqui estão as roupas de uma mulher gorda que não
conheço.
Aqui está o meu pente e a minha escova Aqui está um vazio.
De repente sinto-me tão vulnerável.
Sou uma ferida aberta que caminha para fora do hospital
Sou uma ferida aberta que eles deixam passar.
Deixo aqui a minha vitalidade. Deixo alguém.
Que se colaria a mim: arranco de mim os seus dedos como
adesivos. E saio.

(...)

Sylvia Plath*

*A obra e vida de Sylvia Plath ( 1932-1963), particularmente após a sua dramática morte em Fevereiro de 1963, têm vindo a gerar uma impresisonante lista de ensaios escritos, monografias, dissertaçõess académicas, traduções, etc. As raízes do " mito Plath" na formulação de Sandra Gilbert (1), confundem-se no caracter de excepção da sua obra e na sua não menos excepcional vida, na qual, por vezes, se fundem paradoxalmente a divergência da norma e a estreita normalidade.

(1) Sandra M. Gilbert, " A Fine , White Flyng Mith": Confessions of a Plath Adict", in Syvia Plat, ed. Harold Bloom, Chelsea House, New Yor, Philadelfia, 1998, pag 52.


excerto de "Poema a três vozes "
trad. Ana Gabriela Macedo
Edição Relógio D'Água


Enviar um comentário

© PalavrArdente 2005 - Powered for Blogger by Blogger Templates



Free Hit Counter