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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

quarta-feira, junho 01, 2005

11:44 da manhã - Uma língua e diferentes culturas




(...)
"Concordo com Steiner contra Chomsky: Cada língua é um acto de liberdade que permite a sobrevivência do homem. A multiplicidade e a complexidade das línguas é a única riqueza para os povos despojados de tudo o mais. Com cada língua que morre apaga-se a possibilidade ontológica de ser. Cada língua é algo que tem a ver com aquilo a que Blake chamou o "sagrado do particular". (...)

Uma língua e diferentes culturas. É essa a nossa riqueza. Somos diferentes na mesma língua. Uma língua em que as vogais não têm todas a mesma cor. O A de Craveirinha não tem a cor do A de Sophia, o E de João Cabral de Melo Neto não é o de Ramos Rosa, o O dos angolanos Rui Duarte de Carvalho e Manuel Rui não é o de Cursino Fortes nem o de Eugénio de Andrade. Não falo sequer da cor das vogais portuguesas a certas horas na Foz de Arelho, que é a minha praia. Direi apenas que nenhuma é branca. E em todas, desde Camões até Camilo Pessanha, há sempre um tom de verde que é o tom do Atlântico. Para já não entrar nas consoantes que, em Portugal, como se sabe, assobiam, na África cantam e no Brasil dançam. Temos um língua com vogais multicolores e consoantes sibilantes, ondeantes e até serpenteantes.

Uma língua onde há um música de fundo comum, o mar. O mar dos nossos encontros, desencontros e reencontros. Mar de uma língua e diferentes culturas. Viagem de nós para nós. Viagem de nós para o mundo."


Manuel Alegre
(excerto de Comunicação Apresentada em Madrid no quadro do Programa Cultural da Expolíngua, Março de 2003)


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