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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

terça-feira, julho 05, 2005

1:55 da manhã -

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Creio que está decadente o critério que dava como Poesia tudo o que fosse escrito em verso.
Para aplaudir ou desejar essa decadência não é preciso mais do que fazer o sacrifício de ler as mil e uma festejadas habilidades métricas que ao longo dos séculos se foram escrevendo – e que deram, por conta do dito critério, o nome de Poetas a quem as traçou. Falta aí o misterioso quid sem o qual nada feito.
Isto não quer dizer, de modo nenhum, que não se tende exprimir ou captar pelo verso a Poesia. Acho que o verso não é um vaso, um molde, uma carne em que a Poesia tome forma, como geralmente se pensa: é uma espécie de laço, armado pela manha do poeta, a ver se a Poesia, incauta, vem ao chamamento; ou um rito, uma invocação que a faça descer. Esta manha ou este canto de sereia ou pela invocação é que tomam formas, não a Poesia. O poeta não tem à mão senão as palavras, joga com elas de modo a lisonjear a Poesia naquelas qualidades divinas que lhe pressente – e como pressente que a Poesia é bela e é musical, tenta imprimir beleza e musicalidade ao barro humano das palavras.
Temos, portanto, resumindo, que o verso não é ele próprio a Poesia…

Sebastião da Gama
In “ O segredo é amar” ( 1947)


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