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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

quarta-feira, julho 20, 2005

5:47 da tarde -

(...)
O lugar de Cristo é entre os poetas. Toda a sua concepção da Humanidade foi concebida pela imaginação e só por ela pode ser compreendida. O que Deus foi para os panteístas, foi o homem para ele. Foi o primeiro a conceber as diferentes raças como uma unidade. Antes da sua época existiram deuses e homens. Só ele viu que nas colinas da vida apenas Deus e o Homem existiam, e sentindo pela harmonia do misticismo que ambos foram encarnados em si, a si mesmo se chama filho de Deus ou do Homem, consoante a sua disposição de espírito. Mais do que qualquer outra personagem da História, Cristo acorda em nós a disposição do maravilhoso para o qual o romance apela sempre. Ainda há para mim qualquer coisa de inacreditável na ideia de um jovem camponês da Galileia imaginar que podia suportar nos seus ombros o fardo do mundo: tudo o que já havia sido feito e sofrido, tudo o que havia ainda para fazer e sofrer; os pecados de Nero, de César Bórgia, de Alexandre VI, daquele que foi imperador de Roma e sacerdote do Sol, os sofrimentos cujo nome é Legião e habitam entre os túmulos nacionalidades oprimidas, crianças empregadas em fábricas, ladrões, prisioneiros, vagabundos, todos os que estão calados sob opressão e cujo silêncio só por Deus é ouvido. E não só imaginá-lo mas, na realidade, levá-lo a cabo, para que todos os que hoje comunicam com a sua personalidade, ainda que não se inclinem diante do altar ou ajoelhem perante um padre, de qualquer modo sintam que a fealdade dos seus pecados é afastada e revelada a beleza do sofrimento.
Eu disse que ele enfileirava com os poetas.(...)

Oscar Wilde
in " de profundis"
edição Relógio D'Água.


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