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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

domingo, julho 31, 2005

10:20 da tarde - ... Carta /Poema a herberto

Herberto


sobre uma pista de raízes queimadas nas cavernas

do metropolitano tenteaste os degraus

onde as grandes

flores de loucura emudeciam - a cada passo a casa

erguia-se tecendo tramas de corredores

no frio de quartos e janelas

escancaradas à negra fixidez dos sóis

entre espelhos roídos pelos ventos de uma europa

que talvez fosse só juventude ( o que mora

no alto é igual

ao que em baixo mora) - porém na confusa

medianidade da visão está o tributo

a cada conhecimento se fecha o nó da dupla

solidão e cegos então cada coisa nos revela

o avesso como quando uma criança a ama

com o terror

que transforma a inocência em alegria

quando o desconhecido

te invade os dias Herberto esquece o seu nome a comovida

obscuridade da mulher e os rostos cruzarão

sorrisos e ansiedade na rua de repente indecifráveis

porque o desconhecido é um muro onde não se filtra o amor

nem a ferocidade dos gestos quotidianos (como

um círculo de beleza em expansão uma luz que plasma

desertos onde pousa) e é a festa de espinhos

um incêndio sacral assinalado a tua viagem com as cifras

menstruais já fim de uma infância perseguida

pelas visões - quem parte

deixa o corpo e entreabre a porta sobre as paisagens de sombra

até que se encante no ritmo a loucura encontrando

voz em cada meandro das fontes no meio das folhas

com olhos maternos de terra e os osso se vistam

de um sólido nevoeiro porque a morte é uma ponte

batida pelos passos de quem ousou conhecer tensa para unir

a ferida do abismo que nos lacera por dentro ( sem memória

de uma outra idade quando as mãos criavam palavras

para cada coisa desentranhada do silêncio de um tempo

ainda imóvel )

Herberto morremos e renascemos sós

não há companheiro que te possa vigiar o caminho

se o sono é um emaranhado de sarças pedras e vozes

enganadoras nem a mulher saberá decifrar os triunfos

da derrota - o viajante

estrangeiro voltará por entre os nomes esvaziados de cada vida

terá sílabas acesas por uma pasmada ternura

mas ninguém o escuta ( o medo fecha

ao imprevisto as fendas mais secretas ) ....

Carlos Vittorio Cattaneo in Três Solidões " Cartas - poemas para Mécia de Sena, Eugénio de Andrade e Herberto Helder- Contexto Editora, Roma 1981


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