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PalavrArdente

SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

quarta-feira, julho 13, 2005

9:51 da tarde - CREATIO

Dia anterior ao primeiro............... tão escuro............ Ou estão cegos ainda os olhos?...............

Frias rosas de ferro duram lentas pela eternidade adentro

porque as levaste ao forno a fortificar....................... São estas mãos.............. prontas para animar
a


matéria primordial................. Treme cada uma em seu silêncio............ E depois a poderosa máquina


rodopia.......................... descendo e subindo pelos escadórios do caos


sozinha.............................................. sem saber os comandos a usar


para as coisas se sonharem e do sonho se erguerem...........................


reais.............................. Vejo daqui uma giesta com uma flecha nos dentes


é soberana ideada pelas palavras


e tantas como essa............ agachadas sob a ventania............... deixam cair casulos amarelos


quando se pensa nelas..................................... Daqui à morte é uma caminhada curta


dobra-se essa esquina num clique de câmara fotográfica.................................................


E então ficam elas a dizer adeus com lenços de fina escarlata


como qualquer amiga que à fonte levou e a talha deixou cair

ao ver vê-la o namorado......................... Pegas no boneco de barro e beijas-lhe a boca


elementarmente............. sem qualquer intenção procriadora................. apenas para que a palavra


se liberte por aquela vagina......................... É um sopro.............. Um cristal


em que se guarda a vida....................... No rosto profético......... os olhos rasgam-se


agora numa laguna de ignorância.............. Abismam-se no céu de carmim...................... Estão


deitados debaixo de bandos de flamingos que migram para azul..........................


Sábios os animais que migram..........as tartarugas marinhas......... então................


Como se orientam as palavras................ como sabem para onde ir e a que praia regressar


fechando o sentido do que nem se adivinha


na carta celeste em que ainda não nasceram os astros?


Não sabem................ Orientam-se sem saber como nem porquê......... essa é a sintaxe da sua


sabedoria............................ E nós também não............... embora escrevamos que sim


em imensos tratados que falam de dias para além do sétimo


sem termos saído ainda do primeiro................... Afora isso............ para que precisariam elas


de sair num sopro


as palavras............... se para sempre ficarão de respiração cortada.................


ardendo em beleza para cima....................


esplêndidas de procurarem o alto por em baixo não se acharem?


Ir para aqui ou para acolá........... quer dizer isto ou aquilo............. tanto faz............ se a mira


falha o sentido.......................... Nesta altura


a página geme sangue como qualquer ferida......... e o rato deixa atrás dele


um depósito de cristais salgados................ Quanto às abelhas............ as nascidas


no Reyno de Ys........... sibilam à volta do pensamento como um favo.................


Retornam ao dia anterior ao primeiro, esse em que nem caos havia.............. A ver como é


como germinavam as rosas...................................


Antes do primeiro dia havia um grande ímpeto de acção


desnorteado....................... À medida em que a acção ia desenhando


as formas que as coisas haviam de tomar


a bebedeira ia-se agarrando às suas fraldas..................................


Porque as palavras alucinam............ são assim................. um leite de estrelas................................


Deus ou Isso................ seja lá o que for target da questa............... falta como alimento


do espírito..............................


Só por dizê-lo

eis que se move sob as águas.................... É um faisão ciberal................. eléctrico............ um


espinho de ponta seca.......... o espírito........................


Deixa uma biblioteca de pixéis atrás, afogados em tintas visionárias..................


Escrevem textos claros como só as sibilas sabem ao contrário


quando observam folhas de chá, as entranhas dos pássaros............... ou o fumo interpretam


nos seus oitos de um cigarro fumado antes do outro............... E tudo isto tem a beleza


de uma cigana que na orelha tilinta


abalada por um raio................................. Entre a rosa e o perfume roda o tempo


redondo................................. seja em oito


ou em sete dias de desenvolvimento embrionário


antes que do ovo entre ervas aromáticas consumido


vejamos eclodir o monstro......................................... Porém há sempre o recomeçar


e entre nada e tudo a vida é esse pássaro


das cinzas volvido numa brasa............................ Eleva-se nos ares a estrela corredia


o pulso acelerado


pelo bafo da maresia........................ ascende....................movida por motor a jacto.....................


seja isso ou energia nuclear


a luz cavalga a treva como fêmea magnífica...................


É uma flama


uma bailarina de poeira vermelha no ventre e sob as asas...................................


Dão-lhe por isso o nome de flamenco...........................


Deus nessa poeira com água molda a pasta.................. morena com formas


de gente................ enquanto no céu branco um astro observa


As mãos tremulam abertas sobre os joelhos


sem saberem o que fazem.................... apenas impelidas como lamparinas....................


Suspiram por elevar uma árvore................ o voo.............. um poema ou paraíso


nesse lugar que habitam vasto.....................................


Esta história é muito antiga................


se a imaginação a beija nos dedos................... vê as paredes do amanhã...................


São de lua as suas portas, coa-se por elas uma canção molhada.............................


Onde melhor


correm as nuvens? Nas cavernas do oceano ou nas montanhas geladas?


Tudo tem um rascunho ou os nimbos desabariam nos terraços da gravidade.........................


Porque ter uma ave pousada na língua................... ou um girassol atraído por

Mercúrio.......................

abalaria as formas que se equilibram no arame


como tigre que o salto mal calculasse


despenhando a frágil carcaça a meio do espectáculo .................... Há assim um pensamento


antes de agir.............. A rosa calculou e usou régua e compasso................. traçou esquemas


como qualquer pássaro


que as asas abre e a cauda sumptuosa


quando com tanta jóia emplumada a companheira atrai.............. Os animais sonham tanto


como eu..................... É preciso dispor de uma fogueira interior


tanto faz que o calor desenhe curvas como rectas


preciso é que lance chamas.................................. Depois............ logo se verão os suaves


acidentes da pasta argilosa


ordenarem-se num perfil de anca...................... As noites tão estreitas para quem sonha


não é verdade? É para não deixarem fugir o vento por entre as mãos


que arquitectam casas................ muros...................... cidades..........................


paisagens ordenhadas como vacas


ali demorando sem pensarem em como são domésticas e turinas e malhadas............................


E os dias............. os dias sonâmbulos.............. andam pelos telhados de mãos à frente estendidas


sem saberem que as estendem para evitar obstáculos...................................


E os obstáculos..................... Oh................... os obstáculos têm a bondade às vezes


de se desviar dos sonâmbulos


assim como os borrachos são protegidos das ninfas


que sob eles enlaçam penas e ramos finos


para que possam docemente aterrar num ninho....................................


Toda a linguagem e seu sincero discurso a afastar-se e a aproximar-se do núcleo


que toda a promessa em si contém


foi antes dos sete dias profundamente sonhada........................ Arde até ao carbono puro


cinza de diamante............................ É agora flamingo


Phoenicopterus ruber roseus


em baptismo de nome cego............... com tanta luz embora


que as estrelas nascem numa toalha..........................


estela guedes in www.triplov.com


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