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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

domingo, julho 03, 2005

8:02 da tarde - Isso Sim, É Liberdade

as crinas dos cavalos lilases
embelezados com sorrisos
de esteva e secretos aromas;
o descontraído olhar
dos gatos
penteados pelo sol fresco
da manhã;
o bater de asa da águia real
entre escarpas
secando as garras coloridas
pelo sangue da serpente;
isso sim, é liberdade
sorrir com a morte
das ondas de encontro
às rochas onde se encostam
as seduções da areia;
amar sexos invisitáveis
em dunas de algodão doce
divididas por oásis de estalagmites;
passear a nudez
nas avenidas sem paredes
e abraçar a
pele da lua;
sentir beijos de framboesa
por entre as labaredas
do merecido purgatório;
isso sim, é liberdade
riscar esquissos de água
na tela negro-celeste
onde habitam as noites brancas
da casa das estrelas;
ficar incomodado
com olhares brancos e frios,
e no entanto sorrir;
iluminar a alma
com as lanternas da trovoada
passeando a existência
por dentro da tempestade;
isso sim, é liberdade
vestir e despir os manequins
da montra comum
que se abraça com olhares;
dizer que sim e que não
independentemente de
ter ou não ser razão;
percorrer os corpos
com os dedos das novas palavras e
rejeitar a arrogância
dos copiadores de bíblias;
isso sim, é liberdade
inspirar lágrimas de orgulho
que rolam com a serenidade
das notas do violino solista
na sinfonia dos dias e das noites;
eternizar o cheiro doce
de uma flor cor-de-sangue
e plantá-la nos vasos da memória;
corro de encontro ao vento
abraçado pela chuva,
a madrugada bate à porta
do peito, as gotas de sal
passeiam as faces,
ouço o rumor crescente
das águas
perscruto os sorrisos necessários
dos meninos depois de Abril.
isso sim, é liberdade.
José Braga-Amaral, in Antologia Poética "Na Liberdade"


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