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quinta-feira, julho 07, 2005

11:24 da manhã - MIROSLAV HOLUB

AMOR


Dois mil cigarros.
E uma centena de milhas
de parede a parede.
Uma eternidade e meia de vigílias
mais brancas que a neve.

Toneladas de palavras
velhas como pegadas
de um ornitorrinco na areia.

Uma centena de livros que ficaram por escrever.
Uma centena de pirâmides que ficaram por construir.

Lixo.
Pó.

Amargo
como o princípio do mundo.

Acredita em mim quando digo
que foi belo.

MIROSLAV HOLUB (República Checa,1923-1998)

in QUAL É A MINHA OU A TUA LÍNGUA?
Cem poemas de amor de outras línguas
Organização Jorge Sousa Braga,2003


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