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domingo, julho 03, 2005

6:13 da tarde - A Poesia É Só Uma

" Os poetas já hoje não são um simples fazedores de madrigais, são uns directores do espírito dos povos, e sempre o serão, quando conhecerem o seu poder e tomarem o seu alto lugar"

Gomes Leal, numa nota inserta na 4ª edição de " O Herege" citada por Carlos Queiroz no nº 5 ( 1942)

..../

A expressão poética, com todos os seus ingredientes, recursos, apelos aos sentidos, resulta de um compromisso firmado entre um ser humano e o seu tempo, entre uma personalidade e uma consciência sensível do mundo, que mutuamente se definem. Tudo o que não atinge este nível não é poesia. Surge assim a poesia como una, em face da não-poesia. E a prova está em que a poesia tem sempre aumentado os seus domínios à custa do que sempre fora julgado não-poético.
Cada época integrou em poesia sua a não-poesia da época que a precedeu.

Se a expressão poética é ( ou resulta de) um compromisso - e sublinhe-se de uma vez para sempre que esse compromisso se não destina a captar o não "exprimível"... -, evidente se torna que a poesia só existe como relação: a relação que relata e a relação que relaciona entre si duas entidades. Portanto, quem se subordina à Poesia ( com maiúscula) na intenção de esquivar-se a outras subordinações ( a Deus, ao Mundo, ao próprio Homem), trai-se a si próprio, à consciência sensível do mundo, e à relação que pretende criar, quem subordine esta última não àquilo que pensa e sente, mas ao que entende dever ser tal relação, tal expressão poética, tal poesia. Evidentemente que é da própria natureza da vida humana o transformar o mundo à sua imagem e semelhança. Todos os humanismos, transcendentes ou imanentes, concordam neste ponto, ou mais exactamente, na expressão que atrás lhe foi dada. Mas, para tanto, é preciso deixar que as mãos do homem e o olhar do poeta transformem o mundo à sua imagem e semelhança. O poeta não contempla- o poeta cria. Defende o que é atacado, e ataca o que é defendido. Não age como ser especial, diferente dos outros homens, que os não há esses outros seres: mas como um homem destinado a nele se definir a humanidade: um ser capaz de ter todo o passado íntegro no presente e capaz de transformar o presente integralmente em futuro.

Lisboa, Abril de 1951

Jorge de Sena
José Blanc de Portugal
Ruy Cinatti
Tomaz Kim
José- Augusto França

in " cadernos de poesia", pag. 6, 7, 8
reprodução fac-similada dirigida por Luis A. Carlos e Joana M. Frias.
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