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SILVES, outrora capital do Algarve, hoje, capital da Palavra Ardente 

quarta-feira, julho 13, 2005

12:17 da manhã - Recordando Ezra Pound / H.D.

(...)

"A Sra Pound era uma mulher muito bonita, bem educada, talvez com modos um pouco afectados. Incomodava e surpreendia um pouco com os seus pequenos sarcasmos, ou os seus epigramas, aliás, tal como acontecia tantas vezes com o Ezra. O Sr Pound era caloroso, informal, muito gentil. Era aferidor do governo na Casa da Moeda de Filadélfia. Convidou alguns de nós a visitar o santuário. Mostrou-nos ínfimos pesos e medidas, explicou vagamente como se analisava o ouro - " Aqui está", e abriu a pesada porta -parecia a porta de um armário de ferro, e não de um cofre; de qualquer modo estava cheia de barras de ouro - " Aqui está", e as moedas estavam empilhadas em montes certinhos, "façam favor de se servirem, com gargalhas divertidas."
Será que alguém alguma vez notou, lembrou isto, ou sequer sabia disto? Parece-me que o trabalho de Homer Pound para o governo, em Filadélfia, teve um papel extravagante, nos impulsos de Ezra. Usura? Usura. Ezra esteve, a dada altura, ao que parece obcecado com essa palavra. Essas referências nos Cantos foram para mim difíceis de acompanhar. Não quero dizer que Ezra quisesse o ouro para ele. Queria com ele mudar o mundo. Será que alguém pode mudar o mundo com o ouro?

Ouro na cabeça dela e ouro nos seus pés,
E ouro onde se juntam da saia ao revés,
E em um cinto de ouro que o meu amor enfite;
Ah! qu'elle est belle, La Marguerite.

Leu-me William Morris num pomar debaixo das macieiras em flor. - sim, penso que estavam em flor."

in " Fim do Tormento
recordando Ezra Pound"
H.D.
edição Assíro & Alvim
trad. Filipe Jarro


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