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quarta-feira, julho 06, 2005

5:44 da tarde - A sombra sou eu




A minha sombra sou eu,
ela não me segue,
eu estou na minha sombra
e não vou em mim.
Sombra de mim recebo a luz,
sombra atrelada ao que eu nasci,
distância imutável de minha sombra a mim,
toco-me e não me atinjo,
só sei do que seria
se a minha sombra chegasse a mim.
Passa-se tudo em seguir-me
e finjo que sou eu que sigo,
finjo que sou eu que vou
e não me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre lá, sempre às portas de mim!

Almada Negreiros - LER nº50



* José de Almada Negreiros, nasceu em S. Tomé em 1893, Artista plástica, poeta, ensaísta, romancista e dramaturgo, pertenceu, com Fernando Pessoa e Sá-Carneiro, ao grupo da revista Orpheu (1915). A sua linguagem é como notou Vitorino Nemésio, duma « linearidade prodigiosa talvez ainda mais elementar que a do seu desenho. Ele vai às palavras, desinfecta-as, urde-as de novo» . IN Dicionário da Literatura - Mário Figueirinhas Editor


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